Descrição
Origem botânica e distribuição
O Óleo-Resina de Copaíba Ubuntu® virgem é distribuído pela Arapaima e envasado pela Pacha Mama Agroecologia. A copaíba deriva de espécies do gênero Copaifera, árvores nativas de regiões tropicais da América Latina e da África Ocidental. No continente americano, essas espécies se estendem do México ao norte da Argentina.
Entre as aproximadamente 72 espécies descritas do gênero Copaifera, pelo menos 16 ocorrem exclusivamente no Brasil. No território brasileiro, as copaibeiras se concentram principalmente nas regiões Amazônica e Centro-Oeste; entretanto, diferentes espécies predominam conforme o bioma. Nesse contexto, destaca-se Copaifera langsdorfii, espécie amplamente distribuída, presente desde a Amazônia até o estado de Santa Catarina.
Além disso, as copaibeiras apresentam crescimento lento, alcançam entre 25 e 40 metros de altura e exibem longevidade elevada, com registros que indicam até cerca de 400 anos.
Extrativismo sustentável e obtenção
O óleo-resina de copaíba representa um dos produtos mais relevantes do extrativismo sustentável amazônico. A extração ocorre por meio da perfuração controlada do caule das copaibeiras; dessa forma, a técnica tradicional permite a coleta do óleo-resina sem a supressão da árvore.
Quando aplicada de maneira adequada, essa prática favorece a conservação das espécies, pois mantém as árvores em pé e, ao mesmo tempo, incentiva o manejo responsável das áreas florestais. Por essa razão, cadeias produtivas que associam conservação ambiental e geração de renda local estimulam amplamente a exploração sustentável da copaíba.
Composição química e características
O material extraído das copaibeiras em estado virgem recebe a denominação de óleo-resina. Essa substância apresenta duas frações principais. Primeiramente, a fase resinosa, não volátil, representa aproximadamente 55 a 60% da composição e se forma predominantemente por ácidos diterpênicos.
Em seguida, a fase volátil corresponde a um óleo essencial rico em sesquiterpenos, como beta-cariofileno, cadinol, germacreno D e B e gama-cadineno. Como resultado, essa combinação confere ao óleo-resina de copaíba um perfil químico complexo e característico, amplamente descrito na literatura científica.
Usos industriais, tradicionais e funcionais
Na fração volátil da copaíba, o óleo essencial encontra amplo uso na indústria de perfumes como fixador de odores, pois harmoniza notas frescas e acres com essências de caráter floral. Por outro lado, para aplicações terapêuticas e funcionais, a fração óleo-resina se mostra mais adequada, em razão da maior complexidade química e da amplitude de ação associada à combinação de diterpenos e sesquiterpenos.
Além disso, estudos científicos recentes investigam o óleo-resina de copaíba por seus efeitos sobre sistemas biológicos. Nesse conjunto de pesquisas, alguns trabalhos apontam ações relacionadas ao relaxamento e à modulação de respostas associadas ao estresse, com mecanismos distintos e independentes de canabinoides clássicos. Esses achados, portanto, explicam o interesse crescente da indústria médica e farmacêutica pelo óleo-resina de copaíba.
Pureza e padrão Ubuntu®
O Óleo-Resina de Copaíba Ubuntu® é um produto virgem e mantém sua composição natural conforme extraída da árvore, sem processos químicos de refino. O envase realizado pela Pacha Mama Agroecologia segue critérios de cuidado e rastreabilidade; assim, o processo se alinha a práticas responsáveis de valorização do extrativismo amazônico.
#produtoscomresponsaeatitude
Referências bibliográficas
GALÚCIO, C. S.; BENITES, C. I.; RODRIGUES, A. F.; MACIEL, M. R. W. Recuperação de sesquiterpenos do óleo-resina de copaíba a partir da destilação molecular. Química Nova, 39(7):795-800, 2016. Disponível em https://s3.sa-east-1.amazonaws.com/static.sites.sbq.org.br/quimicanova.sbq.org.br/pdf/AR20150780.pdf Acessado em 18/22/2022.
pasted
LUND, D. G.; BRAGHIROLLI, D. I.; ADRIÃO, B. Y.; APLE, M. A.; KONRATH, E. L.; PRANKE, P. H. L. Efeito do óleo de copaíba na adesão de células e viabilidade de células-tronco mesenquimais. Revista Thema, 16(1):233-241, 2019. Disponível em https://periodicos.ifsul.edu.br/index.php/thema/article/view/1189 Acessado em 18/22/2022.
PIERI, F. A.; MUSSI, M. C.; MOREIRA, M. A. S. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, 11(4):465-472, 2009. Disponível em https://bit.ly/32Mg8w2 Acessado em 18/22/2022.
URASAKI, Y.; BEAUMONT, C.; WORKMAN, M.; TALBOT, J. N.; LE, T. T.; HILL, D. K. Fast-acting and receptor-mediated regulation of neuronal signaling pathways by copaiba essential oil. International Journal of Molecular Sciences, 21(7):2259, 2020. Disponível em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32218156/ Acessado em 18/22/2022.
VEIGA JÚNIOR, V. F.; PINTO, A. C. O gênero Copaifera L. Química Nova, 25(2):273-286, 2002. Disponível em https://www.scielo.br/j/qn/a/byypYMgDJj4CnCqkWMbx5Qj/?format=pdf&lang=pt Acessado em 18/22/2022.
